ATIVIDADES PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
A
deficiência intelectual, assim como qualquer criança, deve pertencer ao
ambiente escolar. A escola deve proporcionar uma educação voltada para sua
habilidade e não exaltar as suas dificuldades. Acriança ver seu
aprendizado se concretizar, devemos dar a ela um tempo maior oferecendo
atividades ricas que o levem a construir seu conhecimento. Segundo Vygotsky, as
leis que regem o desenvolvimento da pessoa com deficiência mental são as mesmas
que regem o desenvolvimento das demais pessoas. Para ele, a criança cujo
desenvolvimento foi comprometido por alguma deficiência, não é menos
desenvolvida do que as crianças ditos norma.
Para desenvolvê-lo
uma atividade, a professora de AEE precisa do auxílio da orientadora
educacional.
Os deficientes intelectuais usam
o software Participar, que auxilia na alfabetização de crianças, jovens e adultos,
está disponível nas 650 escolas públicas do Distrito Federal e em todos os
Estados do País. A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da UnB
(Universidade de Brasília) e tem sido aprovada pelos professores que utilizam o
sistema. O exemplo da Rosineide Santana de Araújo, mãe de Letícia.
“Antes ela representava as
palavras com desenhos”, afirma Silvana. Após os exercícios com o Participar,
Letícia entende que para escrever é necessário utilizar letras e que a palavra
tem grafias diferentes. “Ela já está partindo para o nível da escrita”, garante
a professora. Silvana acredita que a evolução da menina não é resultado apenas
da utilização constante do software. “Eu lutei muito pela minha filha”, conta
Rosineide.
O professor da sala de recursos
deve usar esse meio de tecnologia para poder auxiliar seu aluno com mais
eficiência, trazendo novas sugestões de novas funcionalidades e lições.
“O
software abrange todos os níveis de escrita e todas as dificuldades”, informa a
professora Silvana. A iniciativa que deu certo no Brasil agora será exportada
para outro continente. “A Divisão Educacional do Ministério das Relações
Exteriores está intermediando as negociações pra que o software seja implantado
em escolas de países africanos de língua portuguesa”, conta Wilson Veneziano,
coordenador do projeto.
As tecnologias para DI
tornam-se algo indispensável para a sala de recursos e para o ensino regular,
numa perspectiva de desenvolver o aluno na escola regular e na vida no
dia-a-dia.
Quanto ao professor do
AEE, esse deve ser um observador, um mediador da comunicação do Deficiente
Intelectual, adaptando o material pedagógico, fazendo uma organização do tempo,
da mobília e do espaço do AEE.
Já com o aluno, o
trabalho deve ser registrado para que esse conheça às necessidades dos mesmos,
selecionando os recursos a serem utilizados tanto na sala de aula regular
quanto no atendimento. Estes recursos serão observados e se verificará se
realmente estão surtindo efeito.
Em suma, as tecnologias gnificam um
avanço para o trabalho com o AEE, e precisam ser aceitas pelos professores e
pela própria escola.
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